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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Editora Maldita - Por Adriano Siqueira



Editora Maldita
Por Adriano Siqueira
Siqueira.Adriano@gmail.com






- Finalmente chegou a oportunidade de escrever meu livro de contos de terror.


Carlos Osborne, um escritor frustado por escrever apenas para internet. Seus amigos admiravam as suas obras mas as editoras nunca o via como um bom escritor. Mas hoje era diferente. Ele foi convidado para ser o escritor da maior editora de terror da américa do sul. A Editora Maldita.
Ninguém conhecia pessoalmente os escritores daquela editora. Eles usavam pseudônimos. Os escritores desta editora nunca apareciam no dia do lançamento e isso intrigava muitas editoras concorrentes. Mesmo assim a editora vendia milhares de livros pelo mundo todo.
Carlos estava na recepção da editora quando finalmente o editor aparece.
- Olá Carlos! Meu nome é Reinald! Que bom que aceitou o convite para participar de nossa editora.
- É um convite que nenhum escritor recusaria.
- Tenho certeza que não! Mas venha! Vou apresentar a editora.
Reinald leva Carlos para conhecer todas as salas da editora, menos uma, com uma porta pintada de preto. Isso deixa Carlos curioso.
- Senhor Reinald, o que tem naquela sala?
- É o departamente de criação. É lá que os escritores escrevem as suas histórias.
- Puxa! Eu não sabia que os escritores têm que escrever trancados lá dentro.
- Isso são normas da empresa. Espero que isso não trave a sua criatividade.
- Ora Sr. Reinald. Eu já escrevi contos dentro de um cemitério, certamente eu escreveria em qualquer lugar.
- Que ótimo! Então vamos começar.
- Já? Mas eu nem pensei em nada ainda.
- Não se preocupe Carlos. Quando você conhecer melhor esta sala, você certamente terá uma avalanche de idéias.
Quando Carlos entra na sala sente um cheiro estranho. Ele vê muitos móveis cobertos com panos pretos. Olha uma cadeira e uma mesa cheia de papeis com muito sangue seco. Carlos arregala os olhos e diz:
- Nossa! O senhor sabe mesmo como fazer um clima para contos de terror.
Quando Carlos se vira para encarar o Sr. Reinald ele vê apenas um Martelo de madeira enorme indo ao encontro da sua testa.
Carlos não sabe quanto tempo ficou desmaiado. Ele abre os olhos e vê que está amarrado em uma cadeira e bem amarrado. Sr. Reinald estava segurando um livro bem antigo e estava recitando algo em uma língua completamente desconhecida. Carlos tentava falar mas Reinald diz:
- Vejo que acordou Carlos. Por favor não tente falar agora. A anestesia que apliquei em você só deixa o seu corpo ardomecido mas seu cérebro está bem acordado. Estou quase terminando o encantamento e logo tudo isso vai acabar, mas antes quero que conheça os outros escritores.
Sr. Reinald levanta o pano preto de um dos móveis e Carlos fica desesperado. Ele vê muitas mãos guardadas em vidros. Ele tenta se soltar mas sente algo errado com seu corpo...
- Não tente se mexer Carlos! Não até ver o que tenho guardado aqui!
O Editor pega o cesto que estava na frente dele e leva para o Carlos ver. Carlos arregala os olhos e fica cambalendo seu corpo. Balbuciando.
- Sim Carlos! Vejo que conhece bem a sua mão. Agora que fomos todos apresentados, deixe-me contar como as histórias aparecem. Foi por volta de 1970 um mago que conheci. me deu este livro... Não deu exatamente... Ele sofreu um pequeno acidente e eu fiquei sendo o novo dono deste livro. Este livro Carlos. Ele escreve sozinho. De um modo geral, Ele trás alguns espíritos de alguns escritores conhecidos. Mas para dar certo eu preciso de uma mãozinha. Irônico mas é verdade. Eles usam a mão de uma pessoa viva. E escrevem por apenas 2 ou 3 horas, até que a mão comece a ficar dura como pedra. Como vê eu não posso perder mais tempo.
Reinald tira a mão do cesto e coloca em cima de um papel na mesa, logo em seguida encaixa uma caneta e começa a proferir umas palavras estranhas. A mão começa a se mover e agarrando a caneta ela começa escrever mas só sai garranchos e rabiscos. Reinald fica furioso. Ele bate na mão várias vezes mas logo para. Ele olha furioso para Carlos e diz.


- Acho que a noite vai ser longa Sr. Carlos! Acabei de descobrir que o senhor é canhoto.
- N-n-não!!!


Carlos vê o editor pegar o serrote e... Sorrindo muito, vem em sua direção.
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