Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

A magia e a escuridão, a história de um vampiro e uma bruxa

A magia e a escuridão, 

a história de um vampiro e uma bruxa

Por: Adriano Siqueira



Eu gostava de caçar monstros à noite, e sabia que a floresta tinha vários deles. Peguei meu cavalo e minha espada. Estava também com meu misterioso manto negro. Saí do castelo, andei alguns quilômetros, mas não encontrei nenhum monstro. Quando escuto um aviso, era como se viesse de dentro de mim.
— Cuidado, ele está atrás de você!
Virei-me para enfrentá-lo. Ele gritou, o que fez meu cavalo se assustar. Caí, e minha espada escapou para longe de mim. Era meu fim. Eu estava suando muito. De repente, duas bolas azuis e enormes foram lançadas na direção do monstro e explodiram ao atingi-lo... Fui me proteger do impacto, pois sabia que se fosse água, eu estaria em maus lençóis. A água é um elemento prejudicial a seres como eu. Com a explosão, o monstro caiu, recuperei minha espada e terminei o trabalho cortando-lhe a cabeça.
De onde teriam saído estas bolas gigantes? E quem entrou na minha mente para me avisar do perigo?
Isto era magia, sem dúvida, mas de quem? Já enfrentei bruxas antes.
Bonitas e feias, mas todas extremamente perigosas. Tenho receio de algumas, pois eu sou um vampiro e elas sabem usar seus poderes hídricos, o que para mim seria fatal.
Meu corcel se machucou na batalha. Tive de abandoná-lo e seguir o resto do caminho andando.
Mas... o que é isto?! Uma águia! E quase arrancou minha cabeça... Ela pousou no meu corcel.
Suas feridas cicatrizaram de imediato... Mais magia!
Pelo menos, ele se recuperou.
Seguindo novamente em minha montaria, encontrei uma plantação de rosas no meio da floresta. Não sou muito fã dessas flores, pois elas geralmente fazem parte de religiões. Mas confesso que aquelas cores vermelhas misturadas com a lua deram um tom diferente.  Cheguei mais perto para averiguar... Uma delas se enroscou em minha mão... Saiu do meio daquela plantação um bruxo... E foi logo dizendo:
Lord Dri, meu nome é Pedrunsk Barkos e eu o proíbo de ir em frente, pois vários monstros que eu criei você destruiu! Sou o único bruxo que pode com seus poderes de vampiro e irei destruí-lo!
Já com a espada em punho e pronto para cortar aquela cabeça, coloquei-me em posição de batalha.
— Nada neste mundo me fará esquecer tal maneira arrogante com que se dirigiu a mim! — avisei. — Pois eu sou o Lord Dri, senhor das batalhas e das conquistas, e você não é nada a não ser um homem sem honra escondido em plantas! Saia daí e me enfrente!
Com uma gargalhada, o bruxo desapareceu. Mas deixou alguns amigos para me fazer companhia.
Nunca vi nada igual aquilo... Fantasmas com armas. E seus rostos... Não! Eu não conseguia olhar. Estava com medo. Talvez alguma magia que o amaldiçoado bruxo me lançou! Medo era um sentimento humano...
Agora apavorado, cobri meus olhos com um braço e comecei a balançar a espada de um lado para o outro. O mais estranho é que meu corcel estava quieto como se não houvesse nenhum perigo aparente. Seria tudo uma ilusão?
Ouvi um som de correnteza... Mas como? Eu sabia que não havia nem lagos nem rios naquele lado da floresta. O barulho aumentava e, quando olhei, achando que seria engolido pelo mar, todos os fantasmas haviam sumido! E nada de água... Fui vítima de uma ilusão.
Avancei mais pela floresta. Já não queria mais caçar monstros... Só estava mesmo curioso com todas estas magias e bruxos.
Aquela águia estava voando acima de mim... O que será que havia de tão especial naquele pássaro? Fui seguindo-o com os olhos. Nós, vampiros, podemos ver muito bem no escuro. Estranho... A águia se dirigiu a um castelo que eu nunca tinha visto antes naquelas terras... Seria outra ilusão daquele bruxo?
Três palavras entraram em minha cabeça e eu não consegui entender seu significado:
— Tire o amuleto!
O castelo deveria ter todas as respostas.
Após entrar no pátio, desci do cavalo. Coloquei em punho a minha espada e segui para o interior da construção. Passei pelo hall e decidi subir uma ampla escadaria. Não encontrei ninguém pelo caminho.
Tudo o que existia de mais sagrado em bruxaria deveria estar lá!
No pavimento superior, entrei em um quarto sombrio e úmido. A águia estava na janela e praticamente me dizia que aquele era o lugar exato.
Havia uma cama e em cima dela, um balde de ouro com água. E na água... Um amuleto!
Peguei o amuleto com a espada. A água começou a se aquecer. Fiquei nervoso... Não sabia o que estava acontecendo... Odeio ficar nervoso. Joguei o amuleto no chão. A águia voou até ele e o levou embora.
O vapor da água estava me sufocando e eu pude, naquele momento, ver todas as batalhas de que participei passarem na minha mente.
Meus olhos estavam embaçados quando apareceu alguém na minha frente.
Acho que era uma mulher. Nua. Comecei a levitar e desci, deitado, em um lugar macio.
Ela estava em cima de mim. Senti o seu corpo colado ao meu, mas estava tendo visões estranhas. O quarto se enchia de sangue por todos os lados. As paredes, os móveis... Apareciam luzes brancas em toda parte... Ela me disse:
— Preciso de você! Preciso...
Senti minha energia de vampiro enfraquecer tanto que conseguia beijá-la sem sentir meus caninos. Mal conseguia me mover. E... Eu estava querendo mais e mais, até que tudo voltou ao normal e ela me empurrou.
— Chega! — dispensou. — Já tenho poderes suficientes!
Ela se virou para a janela:
— Minha águia deve ter levado aquele maldito amuleto que me aprisionava!
Suas roupas apareceram do nada... Era como se o vapor daquela água se transformasse em roupas.
— Nunca imaginei que vampiros tivessem tanta energia — comentou.
E sorriu para mim:
— Meu nome é Shy. Eu era a bruxa mais poderosa até o maldito Pedrunsk Barkos tomar o meu espelho secreto.
Eu estava um pouco confuso. Levantei-me da cama.
— Olha aqui, bruxa, não tenho nada com isto e não vou ficar aqui nem mais um minuto. Passei a noite inteira para cá e para lá, enfrentando até temores humanos e minha energia sendo sugada só para tirar um amuleto de um balde?
— Pois o senhor está livre, Lord Dri! Sim, sei seu nome. Foi praticamente eu quem o trouxe aqui. Mas pode ir embora e leve esse balde de ouro como recompensa.
Ela realmente se ofendera com meu desabafo.
Foi quando olhei para porta e uma enorme sombra apareceu. Pedrunsk Barkos.
— Não, meus caros amigos — rosnou ele. — Ninguém sairá deste castelo. E aquele é meu espelho agora, cara Shy.
— Está vendo, Lord? — disse ela. — Vá embora enquanto eu enfrento essa coisa medonha.
— Vá nessa Shy! — foi minha vez de me sentir ofendido. — Eu não saio sem dar uma surra nesse safado.
No mesmo instante, Pedrunsk fez surgir um monstro em nossa frente. Um monstro de metal... Enorme!
Enfrentei-o, destemido como de costume. Mas minha espada não penetrava em sua couraça. Eu estava sem saber o que fazer quando Shy jogou uma bola de energia azul na espada.
— Agora, Lord! Use seu poder!
Olhei para a lua e meus olhos pegaram fogo. Um raio surgiu e tomou a espada, transformando-a numa arma reluzente.
Comecei a cortar o monstro em pedaços, e pouco a pouco ele foi desaparecendo.
Quando olhei para os lados procurando Shy, não vi mais ninguém naquela sala.
Saí desesperado atrás dos bruxos.
Numa das janelas do corredor, avistei meu cavalo, inquieto. Ele espiava algo assustador que acontecia numa das torres do castelo.
Fui correndo ao topo e, quanto mais perto chegava, ouvia sons cada vez mais intensos. Era um duelo mágico.
Isto tinha de acabar... Foi quando vi um espelho no chão. Pedrunsk o deixara cair. Peguei o objeto que eles diziam ser tão especial.
— O espelho agora é meu e o usarei para levar você ao inferno, seu bruxo idiota! — gritei.
— Não faça isso! — ele brigou. — Seu tolo, você não sabe o que esse espelho pode fazer! Ele pode transformá-lo em humano novamente!
Pedrunsk negociava.
Aquelas palavras me deixaram paralisado. Seria verdade que o espelho era mesmo tão poderoso?
— Quebre o espelho, Lord! — aconselhou Shy.
Não consegui reagir... Estava vendo minha forma humana no reflexo do espelho.
Shy olhou para a águia... Ela voou até meu cavalo.
Neste momento, uma luz envolveu os dois animais e ambos se transformaram em um centauro alado, que voou em minha direção. E, sem que eu fizesse nada para impedir, arrancou o espelho de minhas mãos para levá-lo à lua.
— Malditos vampiros e bruxas! — xingou Pedrunsk. — O meu poder... Meu poder!
Shy criou uma névoa em forma de águia, que o carregou para o alto. Ele se debateu até que, finalmente, explodiu.
A bruxa olhou para mim.
— Seu cavalo estará bem — avisou. — Eu o mandarei de volta para seu castelo.
Aproximou-se de mim e me deu um beijo.
— Para um vampiro até que você foi bem valente...
Eu estava gostando da ideia de ficar assim, tão perto dela. Sorri.
Ela, porém, levantou as mãos.
— Olha a água! — disse, zombeteira.
Eu me assustei e me afastei, a oportunidade para que ela desaparecesse na névoa... Ouvi sua risada.

Ela realmente gostava de brincar.
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