Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

O Outro Lado do Espelho



- O Outro Lado do Espelho - 
Um encontro entre um vampiro e uma bruxa


— Morda-me, Lorde! — dizia Lady Skyen, segurando em meu braço e apoiando-se em meu ombro...
— Eu não posso, Sky, não há sentido em querer ser mordida... eu gosto muito de você como a Bruxa que é. Não quero machucá-la!
— Mas você não pode me machucar... Sou uma bruxa, sou protegida pela Deusa Lua. Não temo vampiros, não temo ser diferente. Além disso, e se eu fosse mordida por outro vampiro? Como iria saber que o meu poder é tão forte para evitar que eu me transforme em Vampira?
Eu segurei forte os seus braços:
— É loucura, Skyen! Ninguém até hoje resistiu a uma mordida. Você não pode estar falando sério! Esquece isso, por favor... por mim!
— você vai me morder, seu cretino! Eu estou mandando!
Ela bate no meu rosto... o anel fez um ferimento, que sangrava:
— O que está fazendo, Skyen?!
Fiquei lambendo o sangue que estava em minhas mãos e olhei para ela com muita raiva.
— Eu estou vendo se você tem coragem de me agredir...
Ela fica em minha frente com as mãos na cintura... Sorrindo de uma maneira sórdida.
— Faça alguma coisa, seu idiota!
Novamente eu seguro seus braços e abro a boca, direcionando-me ao seu pescoço. Eu tinha que fazer aquilo... Ela estava me provocando.
Skyen era muito esperta! Sabia como conseguir o que queria...
Quando cheguei perto do seu pescoço, ela me agarrou forte... Ela queria isso... Eu finalmente mordi! Ela sentia cada mordida que eu dava.
Seu sangue, no começo, parecia ser difícil de sair, mas depois ficou cada vez mais doce. Ela segurava em meu cabelo... Quase arrancando! Não gritava, apenas soltava alguns soluços pequenos... Ela estava chorando.
Eu a agarrava cada vez mais forte! Ela estava muito carinhosa... Começava a beijar-me... e eu aprofundava minhas presas em seu pescoço!
Isso não era normal... os humanos normalmente já estariam mortos!
Skyen era forte. Enquanto arrancava cada gota de sangue de seu corpo, ela se sentia mais carinhosa e mais desejada. Eu não entendia o que estava acontecendo... ¦
— Vamos Lorde... Mostre mais!
Cada suspiro era substituído por um lamento e meus olhos lacrimejavam por eu estar fazendo aquilo com minha amada.
Eu estava excitado; queria fazer tudo com ela... Nunca me senti assim... Ela estava tirando minha roupa... não acreditava! Suas mãos passando sobre meu corpo... Por um momento pensei ser a vítima de Skyen! Seus olhos queimavam de desejo e fome... Eu só estava observando a maneira dela agir e podia dizer que esta não era a Skyen que eu conhecia... ela estava tomando conta da situação. Seus dentes estavam mais afiados, seus olhos... Ela não parava de me olhar.
Estava me mordendo, me arranhando. Meu sangue aparecia por todo o corpo e logo em seguida desaparecia, com o seu beijo mortal... Ela tinha ficado tão forte quanto eu. Rasgava facilmente os lençóis e as roupas, como se fosse papel. Suas mordidas estavam mais fortes, eu gritava em meio a dor
e prazer. Ela sabia exatamente como fazer... e como sabia...! Mas ela gritava, gritava muito... e ria o tempo todo.Nunca em minha vida tinha visto mulher com tamanha fome, tamanha força, tamanha magia... Era Skyen que estava fazendo tudo isso, eu estava a sua mercê. De caçador transformei-me em vítima, e era prisioneiro de suas artimanhas sensuais! Escutei um grito, misturado com uma fúria que chegou a me assustar. Ela pára, e me abraça.
Skyen, mais calma, e chorando em meu ombro, diz, meio que soluçando:
— São muitos desejos, muitas culpas, muitas batalhas... Como você aguenta tudo isso? Como isso não te sufoca?
Seu corpo estava quente... ela ficou apenas algumas horas como uma vampira... Agora ela estava "humana" novamente.
Que poderes Skyen teria para sobreviver à mordida de um vampiro.
Passei a mão em seu rosto, e dei um sorriso.
Uma de suas lágrimas havia caído em minhas mãos.
Levemente, eu a deitei, e puxei o travesseiro para que ela ficasse mais confortável. Beijei-a bem devagar. Ela estava com sono... Ficou segurando a minha mão. Até que finalmente adormeceu...














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