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sexta-feira, 3 de abril de 2015

A Matéria do Desespero



A Matéria do Desespero
Um jornalista conhece o vampiro Neculai


– Neculai! A matéria que estava esperando do jornalista Carlos Tecla está no jornal.
– Obrigado pela informação Deise Day. Eu vou aparecer em segundos. Pegue o meu roupão e deixe no meu quarto junto com o celular. 
– Posso ler ao seu lado e te admirar? 
– Sim! Eu permito.
– Quero olhar para você e admirá-lo meu querido e eterno vampiro.
...
– Pode entrar Deise eu já estou na cama.
– Que pena que já está vestido Neculai.
– Leia a matéria para mim Deise. Estou curioso, embora eu já saiba o que está escrito.
– Sim meu idolatrado vampiro.


" O Dia que conheci o Neculai - por: Carlos Tecla
Ser repórter por muito tempo, no meu caso há trinta anos, nos deixa aquela lembrança de que o jornalismo produzido em jornal tenta antecipar os acontecimentos do cotidiano. Eu gostaria ue fosse verdade e assim eu poderia ter evitado tudo que aconteceu na noite de ontem. Eu fui chamado pelo meu editor a fazer uma entrevista com Thomas Battlefield, um grande lutador de uma liga chamada LDR que estava se iniciando no Brasil. Esta liga é sobre lutadores desconhecidos da mídia e eles se encontravam em um local divulgado apenas por algumas pessoas para lutarem até vencer. O nome desta liga era Luta De Rua e assim se formou o LDR Brasil. Thomas era o grande lutador e a platéia era da mídia alta e média. Os ingressos custavam três mil reais. O jornal onde eu trabalho denunciou Thomas por ter assassinado um dos lutadores. Um dos reporteres novatos foi investigar esta luta e acabou presenciando o assassinato, denunciando o lutador que fugiu em seguida. O Editor recebeu uma ligação sobre onde estaria o Thomas e fui escolhido por ele para fazer uma matéria para tentar se defender. Eu disse ao editor que era loucura. Que certamente Thomas iria me matar pois foi o nosso jornal que denunciou o seu assassinato mas meu editor disse que ele só queria mostrar sua inocência e que o nosso jornal ganharia muita popularidade com este furo jornalistico e então eu aceitei a proposta. Quem é jornalista sabe bem que, se a gente não for na frente, perdemos espaço para outros jornais e então liguei para o Thomas e em uma extensa pesquisa li tudo sobre ele. Li tanto que em cada pergunta que eu anotava para fazer anexava mais três perguntas dependendo da resposta que ele daria. Seria uma entrevista perfeita. Seria eu disse. Quando cheguei no local marcado fiquei com medo. Era escuro e dentro de um imóvel abandonado. Tinha muita poeira e entulhos de construção. Confesso ao leitor que eu olhava cada pedaço de madeira encontrado para me defender caso algo desse errado. Eu não sabia lutar mas eu sabia que uma paulada na cabeça doia. Já levei muitas pauladas na minha carreira e todas doeram bastante deixando muitos galos na minha cabeça. O Thomas me esperava. Ele era muito grande e devia pesar uns 120 quilos. Estava sorrindo, olhava para mim de uma forma muito assustadora. Mexia as mãos e os braços. Eu achei um pouco incomum está atitude já que eu ia só fazer perguntas e não lutar com ele. Talvez fosse algo natural de seu jeito, mas fui em frente e quando peguei o celular para colocar em modo de gravação e coloquei as mãos no bolso para retirar meu pequeno caderno para fazer as perguntas senti o seu primeiro empurrão seguido de um soco no estômago. Ele sorria e dizia que eu pagaria por tudo que o jornal fez com a carreira dele. Eu fiquei no chão, gemendo de dor. Ele foi até mim. Puxou meu cabelo levantando a minha cabeça e disse que ele daria pancadas doloridas mas que não me fariam desmaiar pois queria que eu aguentasse por muito tempo e sentisse toda a dor que ele podia me causar. Eu nunca conheci um homem tão cruel e furioso ao ponto de espancar alguém como eu que mal sabia lutar e tinha a metade do seu tamanho e peso.e o dobro da sua idade. Eu não iria aguentar nem mais um soco dele. Eu apenas assistia a sua furia quebrando tijolos e madeiras que estavam naquele local. Xingava o meu jornal, colocava as mãos na cabeça e dizia que sua vida tinha sido destruída por nossa causa. Eu estava com uma fera enlouquecida e não conseguia me mover atento aos próximos golpes que eu achava poder me defender, mas era claro que isso seria impossível. Logo tudo estaria acabado e eu seria a matéria do jornal como o jornalista estúpido que tentou fazer uma matéria sozinho e desarmado com um assassino. Foi quando vi o celular. Eu poderia pedir ajuda. Poderia ligar para o jornal ou para a policia. Estiquei a mão para tentar pegá-lo. O celular estava perto era só me esticar e eu conseguia. Mas meu medo era tanto que eu só olhava para ele. Imaginava que ele iria até mim. Talvez com um impulso da mente. Era um poder que eu queria ter naquele momento. Thomas se aproximou. Bateu minha testa duas vezes em uma madeira que estava perto. Fiquei tonto com muita dor. Senti o sangue correr em meu rosto. Dizia para ele não fazer isso mas ele só ria e gritava para me calar. Fiquei mais perto do celular. Eu o segurei. Estava no modo silencioso. Vi que alguém estava me ligando. O número era desconhecido. Apertei para atender. minha voz quase não saia. Quando Thomas me viu segurando o celular ele veio correndo em minha direção e eu só consegui dizer. – Alô! Me ajude! Uma sombra apareceu na minha frente entre eu e o Thomas. Um homem, sem roupas, com os olhos vermelhos e um estranho sorriso me disse com uma voz muito grossa para eu ficar onde estava e me abaixar. Eu não pensei duas vezes. Não conseguia olhar. Ouvi gritos horríveis e escutei barulhos de ossos quebrando e roupas sendo arrancadas. Sentia o sangue do Thomas ser jogado por todo o local. Escutei risos e comentários confusos. Minha cabeça não estava nada boa. Não conseguia me concentrar direito maseu podia jurar que aquele homem gostava do que fazia. Era natural para ele. Conversava naturalmente enquanto quebrava os ossos do lutador. Lembro de algumas piadas que ele disse. do tipo "– Olha! Consegui colocar a sua mão esquerda no seu cotovelo esquerdo!" Ele se sentia em casa fazendo aquilo. Logo em seguida ele ficou sério e me chamou. – Carlos! Meu nome é Neculai! Não precisamos de pessoas como o Thomas! "– Minhas ações pareceram ser violentas, mas eu apenas acelerei o que o destino estava guardando para ele." Olhei para o que havia restado do corpo de Thomas e quando olhei novamente para o Neculai ele já havia sumido. Esta foi a minha história sobre como conheci o Neculai, - Matéria produzida por Carlos Tecla."


– Parabéns meu querido Neculai! Você é um herói! Meu herói e de todos nós! Estou muito feliz com a matéria. Vai mostrar que você é o que o povo precisa. 
– Carlos fez um bom trabalho. 
– Toc Toc. 
– Olá Evandro. Pode entrar!
– Neculai. Esqueceu de dizer para o Carlos que foi você o cara que convenceu o editor e enviá-lo para a matéria. E foi você também que convenceu o Thomas de se vingar pela matéria em troca de abrigo.
– Evandro. Por que você sempre quer estragar o final feliz?
– Porque eu só vejo sangue e desespero no seu futuro. 
– Algo que vocês vão achar interessante. Vejam a outra matéria do Carlos.
– Aquela do vagão do metrô que sumiu em pleno dia? Foi o Carlos que fez está matéria também?
– Sim Deise. A polícia disse que eu estava envolvido mas o Carlos me defendeu. Como ele fará em todas as matérias.  
–  Você é bem esperto querido Neculai, Não acha Evandro?
– Eu só tenho onze anos, mas posso dizer que muita gente ficou desconfiada por vários motivos. O vagão que sumiu tinha sido reservado para os "Comodistas" Os que não pagavam o seu carnê. Neculai sugeriu para que eles ficassem no último vagão para serem protegidos gratuitamente e depois que eles foram colocados educadamente pelos Vigilantes do Neculai nos seus devidos lugares os Vigilantes saíram do vagão fecharam as portas e quando o metrô partiu para a outra estação. Faltava um vagão. Era justamente o último e por coincidência era exatamente onde estavam os "Comodistas". Neculai. Mesmo com um jornalista dizendo para todos que você não foi culpado, certamente a mídia vai falar muito deste caso.
– Muito bom Evandro. Por isso você está aqui do meu lado. Quando tiver a minha idade você será...
– Morto? Não obrigado! Tenho muito o que aproveitar ainda. Mas me diga Neculai. Como vai reforçar que você é inocente e o que realmente aconteceu com o vagão e as pessoas que estavam lá?
– Você é o adivinho nesta história Evandro. O vagão foi encontrado em um túnel entre uma estação e outra. Estava Vazio, mas isso é outra história. Eu tenho que ir. Deise. Mande parabéns para a Karina pelo trabalho que ela fez. 
– Sim Ela foi perfeita. Isso responde sua pergunta Evandro?
– Completamente.



Por Adriano Siqueira.
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