Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa

Livro Luar de Sangue da autora Dione M. S. Rosa
Livro que pode ser adquirido diretamente com a autora - clique no banner para conhecer o blog da autora.

domingo, 30 de outubro de 2016

Livro Indicação - Tesouros de Curitiba e outras histórias - escrito por Valter Cardoso



Tesouros de Curitiba e outras histórias é um livro de literatura fantástica que contém 12 contos do autor Valter Cardoso, que é curitibano.
O realismo fantástico que o autor usa para ambientar as histórias e as suas pequenas crônicas sobre tempo e artifícios da natureza e os personagens atraem a leitura.
A capa foi produzida como se fosse um mapa do tesouro. O autor mostra que os contos são uma viagem pela cidade em um futuro desconhecido.
O prefácio do livro foi escrito por Mustafá Ali Kanso.

Conto número 1 - O Tesouro de Curitiba - É um conto que chama a atenção por passar em várias partes da cidade de Curitiba, O personagem ganha um aparelho que envia textos em forma de Charadas que aos poucos são desvendadas como se fossem missões em um grande jogo de caça ao tesouro fazendo o personagem a percorrer pela cidade para desvendar as charadas. Neste conto o escritor foi levando o leitor a descobrir mais sobre Curitiba.
A ideia da história é boa. Fiquei imaginando que seria um jogo interessante ter um aparelho que mostrasse, através de charadas, as curiosidades da cidade. Faria com que a gente conhecesse mais sobre onde moramos e vivemos.
Os outros contos incluindo alguns bem pequenos mostram muita atenção ao tempo e ao clima. Um dos contos que apreciei foi "Previsão do Tempo" onde o personagem fala com outra pessoa em tempos diferentes.
O conto "Presas da paixão" mostra a descoberta de um livro de vampiros escritor há 100 anos. A história caminharia bem se não tivesse algumas palavras inventadas pelo autor que me deixou um pouco desnorteado como "cyberleitorouvintes" policinematrônica" , etc. O conto flui bem e o desfecho tem um bom impacto.
"A Fita de Moebius" foi uma história que me chamou a atenção e daria um bom curta metragem. O autor narrou bem os momentos de suspense e descreveu bem a ação da história. uma boa história fantástica.
Existem mais histórias no livro e deixo os leitores se aprofundarem nelas quando adquirirem a obra.


Um grande abraço e boa leitura.
Adriano Siqueira

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Os Vampiros Submissos


E se eu dissesse para você segurar a minha mão? Mesmo sabendo que ela estaria cheia de sangue. Será que você seguraria? Confiaria em mim? Talvez a minha mão esteja sua de sangue por ter te protegido. Talvez ela esteja assim pois tiveram mais que acreditaram mas eu as enganei.
A questão da dominação e da Submissão está em apenas uma base. Confiança. Esta é a base de qualquer relacionamento. É através da confiança que nós mantemos a nossa relação. A confiança permite tudo. Se você confia é certo que terá só a ganhar. A confiança permite tudo. A Dominação e a Submissão tem uma base muito forte e segura baseada na confiança que um tem com o outro.
Os vampiros utilizam deste fator para ter mais pessoas ao seu redor. Pessoas confiáveis.

Antigamente as pessoas escolhidas pelos vampiros através da confiança, guardavam o caixão onde o vampiro dormiam. Protegiam a sua morada, seu castelo, seus pertences, enquanto os vampiros dormiam. Os vampiros precisavam deles. Precisavam da sua confiança para poder descansar e se proteger do Sol.
Os vampiros presenteavam os humanos que os protegiam. As vezes, com tesouros maravilhosos, ou conversavam sobre os segredos do mundo. Segredos que só os vampiros sabiam. Eram ensinamentos que nenhum ser humano conhecia. Alguns vampiros realizavam alguns desejos dos humanos. Viagens para outros países para servir outros vampiros que precisavam da ajuda dos humanos. Uma comunidade construida com humanos e vampiros deve ser formada pela confiança.

Os vampiros não são sempre dominantes. Devemos lembrar que não é a dominação que mantém uma relação com todos que precisa. Para dominar completamente deve-se primeiro aprender a servir. Cada um tem a sua preferência e o vampiro sabe muito bem ser dominante e ser submisso. A confiança com quem precisa faz com que o vampiro seja maleável. É muito mais fácil para um vampiro ser os dois lados do que para humanos.

O vampiro submisso se oferece ao humano. Compartilham a confiança entre si. O vampiro deixa o humano a vontade. Para pedir o que quiser, principalmente ao que se diz ao prazer. Vampiros conhecem o prazer pois é através disso que se conquista as vítimas. Nada é proibido para o vampiro. O humano tem toda a liberdade de satisfazer seus mais obscuros desejos com um vampiro. O ser noturno se submete com devoção e obediência. Ele sabe que só assim pode conquistar a confiança do humano e quando realiza todas as necessidades do humano e ainda acrescenta mais e mais dando ideias para ajudar o humano a ter mais prazer, o resultado é mais confiança, mais prazer. Provando que não existe mais ninguém no mundo que possa realizar seus sonhos como o vampiro faz.
Esta técnica do vampiro ser submisso funciona tanto para os vampiros como as vampiras. Eles sabem que é isso que faz os humanos se sentirem especiais.
Todo este jogo sedutor da submissão dos vampiros para com os humanos acaba por se conquistar cada vez mais humanos ao seu redor. No mundo dos vampiros, quanto mais humanos confiáveis tiverem ao seu redor, mais protegidos ficarão.
Os vampiros Submissos estudam muito sobre os humanos. Aprendem técnicas de sedução, aprendem todos os tipos de meios de conquista e satisfação para uma plena realização de prazeres. Conhecem profundamente muitos assuntos que mantém os humanos aprisionados a eles sem eles saber. São amigos fiéis, são perfeitos ouvintes, falam tudo que os humanos querem ouvir e ainda acrescentam mais tempero nas conversas para que nada seja enjoativo na "relação" Mas os vampiros deixam claro que não podem ser só de um humano. Eles explicam bem que para a sua sobrevivência deve-se ter mais humanos para protege-los. Mas isso não impede que cada vampiro tenha o seu humano favorito. Aquele que merece mais atenção pela sua dedicação.
Os Vampiros submissos querem que os humanos não os vejam como vampiros poderosos. Querem que os humanos que estão ao seu lado se sintam poderosos, se sintam com vontade de ordenar. Quanto mais os vampiros realizam suas ordens, mais os humanos ficam dependentes e com mais desejos. É assim que os vampiros conquistam mais e mais humanos.
Os prazeres conquistados pelos humanos através da submissão dos vampiros faz com que eles sejam seguros. Sejam capazes de agir com mais confiança e determinação. É exatamente isso que os vampiros submissos precisam. De alguém que os proteja quando estiverem vulneráveis. Só se consegue isso através da conquista da confiança. Por isso os vampiros submissos sempre serão tudo que você desejar.

Abraços
Adriano Siqueira      






Stevie Nicks - "Moonlight (A Vampire's Dream)" Official Music Video

Danze Down, O Vampiro de Energia



Um homem de 35 anos, moreno andava na rua calmamente. Ele usava uma camisa escura e uma calça cinza. Usava botas e seu cabelo era muito curto.
Ele entra em um supermercado e assiste calmamente um assalto em andamento. Várias pessoas no chão pedindo ajuda para ele. Três homens armados recolhendo o dinheiro dos caixas e das pessoas que estavam lá, carteiras, bolsas, anéis, celulares, tudo mais que tivesse algum valor. Os ladrões tomavam cerveja e jogavam as latas nas pessoas. Finalmente os ladrões viram o homem que estava de pé e observava tudo que acontecia. Um dos ladrões apontou a arma para ele e gritou:
─ Deita no chão! Agora! Eu mato você agora se não se deitar aí mesmo.
O homem olha a arma e não fica alarmado. O ladrão vendo que não havia nenhuma reação daquele homem ele grita:
─ Eu disse...
Antes do ladrão terminar a frase as pupilas daquele homem se contraem e as armas dos ladrões voam e ficam grudadas no teto do supermercado.
─ Mas que loucura é essa? Acabem com esse cara.
O homem segura o braço de um dos ladrões e uma energia branca envolve o corpo do ladrão. Ele grita e logo cai no chão com o corpo putrificado. Os outros dois ladrões tentam fugir mas o homem coloca a mão em suas testas e novamente a energia os envolve e os dois ficam com o corpo putrificados.
As pessoas que estavam dentro do supermercado se levantam e correm gritando. Novamente os olhos do homem se contraem e a multidão cai no chão em um sono profundo.
O homem caminha e vê uma garota de aproximadamente vinte anos, Morena de cabelos escuros, usando jeans e uma camiseta branca. Ela estava olhando para ele. Assustada. Ele contrai as pupilas, mas nada acontece. O homem segura no braço dela e a leva para fora do supermercado. Ela pergunta assustada:
─ Para onde está me levando?
─ Qual o seu nome?
─ Layane. Agora responda para onde está me levando?
─ Para casa. Você não deve correr perigo.
─ Mas isso é loucura. Cuidado! O semáforo está vermelho.
As pupilas de Danze se contraem e o semáforo fica verde. Layane fica surpresa e pergunta:
─ Quem... é... Você?
─ Meu nome é Danze... Danze Down. Sou um V.E.
─ O que significa?
─ Um controlador de objetos. Força Psi. Uma pessoa com poder telecinético... um... Sugador de energia.
─ Você é um vampiro de energia?
─ Sim. Eu me alimento de energia.
─ Espero que não acabe com a bateria do meu celular. Preciso dele.
Danze contrai as pupilas e o celular sai das mãos da Layane e gruda no teto do carro. Ela tenta tirar do teto mas não consegue.
─ Isso não é justo. Por que está fazendo isso comigo?
─ Usei meus poderes para fazer todos dormirem no supermercado.
─ Eu não fiz nada.
─ Você não dormiu. Meus poderes não funcionaram com você. É diferente deles.
─ Olha. Eu não sei do que está falan...
Danze segura o braço de Layane e ele afirma:
─ Se você não é como eles, é como eu.
─ Não! Eu não sou diferente. Sou como qualquer um.
─ Você é uma vampira de energia. Só não sabe ainda. Precisa ser treinada.
─ Não quero ser treinada. Quero ir para casa.
─ Fique tranquila e escute uma música. A viagem vai ser longa.
Danze liga o som do carro. Isso deixa Layane curiosa.
─ Que música é essa?
─ É um rock progressivo eletrônico do Jean Michel Jarre
─ Não conheço.
─ Todo o vampiro de energia usa rock progressivo eletrônico para organizar a sua energia interior.
─ Não gostei da música.
─ Sua energia está em completa desordem. Não vai conseguir usá-la, controla-la.
─ Vivo bem assim do jeito que sou.
─ Sua vida mudou depois que me conheceu. As câmeras de segurança registraram tudo. Eu teria apagado os videos mas quando vi que você era imune aos meus poderes tive que tirá-la de lá. Agora todos devem saber que você pode ser como eu.
─ Eu não direi nada. Só quero ir para casa.
─ Esqueça! A sua vida não será mais como antes. Será perseguida e torturada. Meu poder é uma arma que muitos querem.
Layane entra em pânico e começa a bater no Danze.
─ O que você fez com a minha vida?
Danze encosta o carro e segura Layane e responde.
─ Layane! Meus inimigos irão procura-la. Você pode morrer.
Layane cruza os braços e olha para fora do carro. Começa a pensar como será a sua vida agora. Como uma fugitiva. Danze coloca a mão no ombro dela e tenta acalma-la.
─ Tenho que treina-la. Você precisa saber usar os seus poderes. Cedo ou tarde você iria descobrir que é diferente.
─ Eu sabia que era diferente Danze. Só não queria aceitar isso.
─ As vezes Layane. Não conseguimos mentir para nós mesmos por muito tempo. Devemos aceitar o que somos. Eu sinto muito que tenha sido desta forma.
Layane olha para Danze e deita em seu ombro.
─ Eu só quero ser o que devo ser. Você me ajuda Danze?
─ Sim Layane. Eu estarei sempre ao seu lado.

Danze liga o carro e os dois seguem para o caminho que o destino traçou.



Por Adriano Siqueira

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O mundo sedutor e perigoso dos vampiros



A sedução é uma das formas usadas para se aproximar de alguém. Esta forte atração magnética e hipnótica, que as vezes não temos forças para combater ou resistir, pode ser uma armadilha perigosa que te absorve aos poucos. As tentações oferecidas são geralmente ligados a promessas como, encontrar a felicidade em uma nova vida com o indivíduo ou mesmo oferecendo poderes que os humanos não tem. A tentação em estar com uma pessoa que facilmente responde todas as perguntas que temos com extrema facilidade, nos deixa com dificuldades de se livrar. 
A criatura noturna está perto. Você quer se livrar dela ou quer a sua companhia?




As sedutoras e perigosas criaturas da noite que nos envolvem em suas armadilhas cheias de tentações, oferecendo reinos e formas de salvar a sua juventude, sua existência cheia de tédio e de depressão, jurando mostrar todas as formas de amores, derrubando as paredes proibidas pela humanidade, quando em sua verdade, mascarado em suas palavras sempre bem colocadas e seus gestos hipnóticos a criatura noturna, o vampiro sofisticado deseja apenas o seu precioso sangue, a sua fonte de alimentação que o mantém vivo até os dias de hoje. O vampiro seduz tão perfeitamente que a vítima se sente na obrigação de ajudá-lo. Cada gota oferecida mostra uma gratidão para aquele vampiro que o fez passar por uma noite nunca experimentada e nunca sentida.
Seus olhos indicam o caminho nunca explorado para a sua vítima. Um caminho que será acompanhado pelo Nosferatu. Ele estará ao seu lado. O vampiro se sente excitado ao assistir a vítima sendo enfeitiçada por seus encantos e por sua sedução. Para ele, o poder de conquistar é a sua fonte segura de que terá a sua alimentação satisfeita por mais uma noite. O prazer do vampiro está em ver a sua vítima ficar sobre a sua completa sedução, seu completo. 
O vampiro não aprecia o uso dos seus poderes para conquistar o sangue. Ele é determinado e procura de todas as formas convencer a vitima a se entregar em seus braços. A vitima praticamente se oferece ao vampiro. Seu agradecimento pela conversa, pela companhia, por despertar aquele sentimento que raramente aparece em suas vidas. A vítima se torna amiga, se torna compactuada com o ser noturno. Ela confia no vampiro, ela respeita o seu modo de viver, Ela quer pertencer a ele para toda a eternidade.  
O que faz com que alguém se entregue de tal forma para uma criatura noturna? Existem inúmeras respostas. Cada vitima do vampiro tem o seu ponto para ser explorado pelo ser noturno. O vampiro vagarosamente descobre em uma leve conversa, a porta que ele deve entrar. As vezes entra sem bater pois ele sabe que a porta está aberta para ele. O vampiro sente em suas elaboradas formas de conversar e se infiltrar nos pensamentos dos seres humanos. 
A criatura noturna tem muitos poderes e ele não costuma errar. Seu tempo de vida no mundo, fez com que ele entendesse os pensamentos humanos compreendendo a necessidade e as fraquezas de cada um. 
O maior poder de um vampiro é a observação. Através deste poder ele entende, em pouco tempo, do que ele precisa para se aproximar da sua vítima. Seria apenas uma companhia, alguém para desabafar, alguém para compartilhar seus sucessos, ou fracassos. Talvez a vitima esteja esperando uma forma de mudar radicalmente a sua vida. Algo que mostre uma meta, uma direção ou um real motivo da sua existência. Seja qual for o desejo da vitima o vampiro realizará. Em seu conhecimento sobre os humanos, o vampiro tem experiência em dar o que a pessoa precisa. As vezes um sorriso, um abraço, ou mesmo um jogo atraente de modos de pensar, um desafio ou um jogo. O ser noturno estará preparado para isso. A diversão será garantida. 
A sedução é uma arte que, por mais explorada que seja, ainda é a fonte dos desejos e realizações de muitos. É assim que se fortalece. É assim que se sente o gosto da conquista e fa com que se siga em frente completamente confiante. A conquista é o ponto alto de qualquer relação pois os sentimentos que aparecem são fortes e dominantes que podem mudar para proteção e sacrifício. Tudo é válido na conquista. Alegria, Raiva, Tensão, Medo e Timidez. Tudo isso são apenas temperos que deixa o ser noturno com mais desejo de possuir sua fonte de alimentação. 
O verdadeiro vampiro aprecia a literatura, a psicanálise e a psicologia. Estuda sobre a humanidade e seus problemas. Ele entende que a sabedoria atrai pessoas e isso facilita a sua caçada. Entender a humanidade é conquistá-la.
O ser noturno é solitário. Da mesma forma que ele precisa da humanidade para se alimentar, ele também precisa para ter companhia. Cedo ou tarde o vampiro se sentirá na necessidade de ter alguém. Alguém que possa lhe dar mais do que sangue. Alguém que possa pensar como ele. Talvez alguém que finalmente mostre o verdadeiro significado da sua existência e da sua permanência em nosso mundo.
Será que você conseguiria vencer todas as armadilhas impostas pelo vampiro e ainda conquistar a sua vida e eternidade?



Que a sedução se inicie, pois os vampiros já estão te observando.
  

Por Adriano Siqueira

Adriano Siqueira (51 anos) é escritor e colecionador de terror e vampiros. Foi idealizador do primeiro grupo de escritores de vampiros em 2000 (Tinta Rubra) Escreve desde 1996 e já participou como autor convidado em muitos livros e fanzines com temas sobrenaturais. Tem um conhecido blog de contos e matérias deste gênero,  www.contosdevampiroseterror.blogspot.com.br,  e diz que este seu blog é visitado por muitos países. Além das histórias que escreve, no blog ele indica livros, filmes e faz entrevistas com alguns diretores e escritores. 
Adriano tem uma vasta coleção de Histórias em Quadrinhos, filmes, Cd.s de trilhas sonoras, livros, Action Figures, e muitas outras curiosidades. 

13 casas abandonadas para morrer de medo

Casas assombradas são um bom tema para o mês de outubro.
Vi uma matéria legal sobre o tema e indico.

13 casas abandonadas para morrer de medo -

 https://www.habitissimo.com.br/ideias/13-casas-abandonadas-para-morrer-de-medo



Meus grupos e páginas do Facebook

Olá Pessoal,

Indico abaixo os links das páginas e grupos que criei no facebook.
Sejam bem-vindo para entrar.

Convido vocês a entrarem nos meus grupos e páginas do Facebook: Obrigado pelo apoio. :-)

abraços
Adriano Siqueira

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Trine Rein - Torn (Official Music Video)

Faz alguns anos que estava procurando este vídeo clip. Trine Rein Cantando a música Torn com visual wicca. Este clip foi produzido um ano antes da Natalie Imbruglia aparecer com esta música nas paradas de sucesso. Copiem o vídeo pois é uma raridade e pode sumir novamente





sábado, 22 de outubro de 2016

Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly



Johnny Bloody, o Vampiro Rockabilly
Um vocalista falido é convidado por uma mulher misteriosa para 
fazer um show na cidade de Curitiba


A casa Noturna estava lotada. Muitos curiosos estavam por toda a rua querendo saber se era mesmo verdade. Que Johnny Bloody havia voltado. cinquenta anos depois. O cantos de Rock and Roll dos anos cinquenta havia adptado todas as músicas para o estilo Rockabilly e isso atraiu muitos fãs e conhecerem o seu novo trabalho. Agora, o nome da banda era "Johnny Bloody and The Kathakumbs".
Dentro da casa de show. Johnny tocava a sua última música da noite até que uma fã conseguiu ultrapassar a segurança, entrou no palco e agarrou o Johnny beijando-o na boca. 
Johnny corresponde ao beijo e faz um gesto com as mãos que fez com que a banda parasse de tocar.
Ele a abraça e disse para a banda tocar uma música romântica para eles.
Johnny começou a cantar e ficou olhando para os olhos da sua fã que começou a chorar. Ele passou o dedo carinhosamente no seu rosto limpando as suas lágrimas enquanto cantava e a abraçou. Ela dizia baixinho:
         
─ Quero ser sua para sempre. Me transforme. Deixe-me ser sua. 

Johnny Bloody sorria. Dançava com ela no compasso da música. Quando a música estava para terminar, suas mãos se levantam e as luzes se apagam. Muitos gritos e aplausos se confundem, mas antes que a plateia entre em pânico as luzes acendem novamente e no palco estavam toda a banda abraçada dando adeus para a platéia, mas sem nenhum sinal da garota que estava dançando com eles. Havia apenas um lenço colocado no ombro de Johnny Bloody com uma mancha de sangue.  


Dois dias antes


Johnny Blavilaqua estava em frente ao aeroporto de Congonhas na cidade de São Paulo. Seu voo era às vinte horas. Ele usava um terno azul e segurava a sua pequena mala com a mão direita. Não olhava para cima, olhava a poça d´água na rua e via o aeroporto no reflexo da água com as suas luzes que se misturavam nas pequenas vibrações da rua. Tentava lembrar quando foi a última vez que viajou de avião. Fazia muito tempo. Johnny tinha agora trinta anos. Estava sem casa e sem lugar para ficar. Seus shows não existiam mais. Seus amigos o abandonaram, sua mulher o abandonou. Tudo por causa da falta de dinheiro. Ele não tinha família. Quando faltavam alguns dias para ele ser despejado do local onde morava, chegou uma carta. Dentro havia um passaporte para a cidade de Curitiba e uma mensagem dizendo que ele iria ganhar muito para fazer um show de apenas uma noite. 
Em Curitiba ele teria seu próprio conjunto e só teria um dia para ensaiar. A principio, achou que era brincadeira dos amigos, mas como tinha um número de celular na carta, ele ligou e tudo foi confirmado. Não pensou duas vezes. Arrumou a sua mala e foi correndo para o aeroporto.
Olhava atentamente para tudo que acontecia no aeroporto. Estava procurando câmeras e pessoas que, de alguma forma, poderia estar passando por um trote de algum programa de televisão. Não encontrou nada de estranho. Seu voo já estava no horário. Entrou no avião. Era um jato pequeno. Estranhamente estava sozinho naquele voo. Isso fez com que perguntasse para a comissária que estava na porta do avião, se iria viajar sozinho. Ela disse que não. Que iria mais uma pessoa. A Pilota e o copiloto.
Johnny Ficou um pouco preocupado. Fazia tempo que viajava de avião, mas sem passageiros era a primeira vez.
A comissária saiu do avião e fechou a porta. A viagem para a cidade de Curitiba era muito rápida. pouco menos de uma hora e ele estaria lá.
O avião decolou tranquilamente, um pouco de turbulência apenas, o que é comum até chegar na rota de voo. As cadeiras do avião eram poucas. Havia apenas cinco cadeiras. Johnny colocou seus pés na cadeira que estava na sua frente.  
Nos primeiros dez minutos nada de estranho aconteceu. Até que a porta dos pilotos abriu. Johnny tirou rapidamente os pés da cadeira e arrumou seu terno. Ele olhou para a porta e viu uma mulher de aproximadamente trinta anos. O seu visual era bem parecido com a atriz Sean Young no filme Blade Runner.
Ela sentou na cadeira e olhou para Johnny. Ele estava pensativo. Imaginava as câmeras aparecendo e dizendo que tudo era um trote e que ele caiu em alguma piadinha indicada por amigos. No entanto nada disso aconteceu. Ela não sorriu. Apenas chegou perto dele e perguntou bem baixinho:

─ Pronto para deixar a sua vida passada para sempre?

Essa pergunta encheu a cabeça do Johnny de ideias loucas. Seria ela, uma assassina paga? Esse era o fim dele? Mas ele não era tão importante assim para pagarem uma passagem em um avião de luxo. Algo estava errado. Muito errado. Antes que ele desse a resposta ela continuou a falar.
─ Meu nome é Kate Bathorya. Sou uma antiga agente do cantor Johnny Bloody.
Surpreso Johnny começou a perguntar.
─ Johnny Bloody era um cantor da década de cinquenta. Você não parece ter idade para ter sido agente dele. 
─ Digamos que a idade não é problema para mim Johnny. 
Kate pega uma pasta que estava em uma outra cadeira e coloca no colo do Johnny. Ele examina a pasta e vê muitos recortes do antigo cantor de rock and roll dos anos cinquenta. Não tinha só fotos dos jornais mas também fotos da sua vida pessoal. Ele olha detalhadamente as fotos e questiona:
─ Tem muitas fotos dele aqui. Uma verdadeira raridade. Não existem fotos do enterro dele?
─ Ele não morreu. Apenas não quis mais esta vida. Se afastou do palco e é aí que você entra. 
─ C-como assim?
─ Você será o novo Johnny Bloody.
─ O que? Mas eu tenho uma carreira.
Kate bate com a mão na pasta que Johnny segurada. As fotos voam por toda a parte interna do avião. 
Ela olha para ele furiosa. 
─ Eu escolhi você. Analisei a sua vida até o seu último fio de cabelo. Você não é nada! Nunca conseguiu a fama que queria. Pois bem Sr. Johnny. Eu estou aqui para lhe dar fama e sucesso como nunca teve. 
─ Mas não sou eu! Eu não quero ter a fama de outra pessoa! 
─ Cale-se! Você não será outra pessoa. Será o único Johnny Bloody. Amanhã começa o seu ensaio. O estilo rockabilly foi adaptado em suas músicas. Será um sucesso. Serei sua agente. Tenho contatos que vai deixá-lo rico. Muito rico.
─ Isso é loucura. Vou falar com o copiloto. Não vou para uma cidade para ser um clone de alguém.
Johnny se levanta e vai até a cabine do piloto e se surpreende com uma cena macabra. O copiloto estava morto. Seu pescoço foi mordido e havia sangue por toda a cabine. Ele volta de costas e esbarra na Kate. Ela estava sorrindo.
─ O avião está sem combustível. Logo irá cair. 
E-eu... O que você fez? Isso é loucura. Vamos morrer.
─ Não Johnny. Só você vai morrer. Eu sairei daqui sem nenhum arranhão. 
─ O paraquedas? Onde está? 
─ Acho que esqueci de colocar no avião Johnny.
─ O que é que vou fazer? 
─ Morrer somente. Mas talvez...
─ Talvez o que?
─ Acho que acabou o combustível.
─ Não! Abra a porta! Vou Saltar.
─ Pode saltar. Não faz diferença.
Johnny abre a porta e a pressão entra com muita força no avião. Ele segura a porta com toda a força. A Kate fica no meio do corredor do avião sorrindo. 
─ Boa viagem Johnny.
Ele pula e fica desesperado. Seu coração estava muito acelerado. Sabia que não iria durar muito tempo. Sua vista estava embaçada. Estava tentando respirar. As luzes da cidade de Curitiba dançavam no céu. Ele ainda ouve a voz da Kate.
─ Segure minha mão Johnny. 
Era impossível. Ele devia estar delirando. Mesmo assim ele sentiu as mãos da Kate segurando as suas. Ela o abraça e diz.
─ Quer a fama ou a morte?
─ F-fama. Maldita.
Kate morde o pescoço do Johnny e tudo começa a ficar em plena escuridão. Johnny consegue escutar antes de perder os sentidos.

─ Bem-vindo a fama Johnny Bloody.

  

Indico esta música para ouvir junto com a história
Daddy'O Blitzkrieg Bop
https://www.youtube.com/watch?v=VqlkvsMF2xY



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

As hqs de terror e vampiros da década de 70 e 80

As histórias em quadrinhos das décadas de 70 e 80 eram muito direcionadas ao terror.
Muitos títulos eram lançados e muitas histórias de terror e vampiros deixavam muitos adolescentes curiosos com o tema.
Segue abaixo alguns títulos que existiam nas bancas de jornais daquela época.

Mais imagens de Histórias em quadrinhos de terror e vampiros nos links
https://www.facebook.com/adriano.siqueira/media_set?set=a.10153701978773977.1073741883.608643976&type=3

https://www.facebook.com/adriano.siqueira/media_set?set=a.10153704545073977.1073741884.608643976&type=3





























Histórias em quadrinhos da coleção de Adriano Siqueira




Livro em promoção - Luar de Sangue - autora Dione Souto Rosa

Livro "Luar de Sangue" em promoção. Apenas R$30,00 com frete incluso. se for comprar diretamente com a autora. Dione Rosa -https://www.facebook.com/dione.soutodarosa



Facebook da autora Dione Souto Rosa



Três sacerdotisas celtas impetuosas. Somente uma é guardiã de uma relíquia sagrada. Caminhos que se cruzam perante a traição e a busca pelo poder, acarretando a morte. Destinos que se encontram em tempos futuros, trazendo revelações.

Vampiros obcecados, cruéis e temperamentais digladiam-se pela conquista do Condado. Para conquistar o cargo do rei, precisam gerar filhos com sacerdotisas. A paixão de uma das sacerdotisas por um vampiro dá a luz à gêmeos, os quais se tornarão vampiros. Mesmo obrigados a respeitar o pacto de territorialidade imposto por sacerdotes druidas, o descumprem e engendram os mais ardilosos planos para deterem o controle dos demais vampiros.

Anne, uma heroína sem memória, sofrerá muito. Sem saber quem verdadeiramente personifica, é raptada por um dos gêmeos vampiros. Ela precisará lutar por sua sobrevivência enquanto tenta recuperar sua memória e se livrar do temperamental vampiro.

título: LUAR DE SANGUE
Autora: Dione Souto Rosa
Prefácio: Adriano Siqueira 
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 16 x 23
páginas: 312


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Adriano Siqueira é Entrevistado no Entre Livros & Entrelinhas



Olá pessoal,
Leia a nova entrevista que está no ar, agora no Entre Livros & Entrelinhas. A entrevista está carregada de muitas informações sobre o meu trabalho e minhas novidades.
O link para ler a entrevista é http://entrelivroseentrelinhas.blogspot.com.br/2016/10/produto-nacional-entrevista-com-adriano.html

Agradeço a leitura.
Abraços e muito obrigado pelo carinho e apoio de todos.
Adriano Siqueira




terça-feira, 18 de outubro de 2016

Adriano Siqueira fala de vampiros na Rádio Show Time


recado do radialista 
Marco Antonio Santos Freitas

NÃO PERCA HOJE, a partir das 18:00, ´verdadeiras pedras preciosas´ da música dos anos 50, 60, 70 e 80 que irão fazer você pensar "Como eu nunca havia escutado essas maravilhas antes?" e um papo retíssimo com o expert em vampirismo (aquele a ver com dentes pontiagudos sugando sangue, não programas infantis que ficam achacando os pais para que adquiram bugigangas para os filhos; também nada a ver com corrupção política, pois aquilo se chama Parasitismo), Adriano Siqueira , escritor e colecionador, palestrante, autor dos livros "Adorável Noite" e "A Maldição do Cavaleiro"...somente em www.showtimeradio.com.br



Para ouvir o programa gravado clique no link abaixo.





sábado, 15 de outubro de 2016

O Palhaço encontra o Desespero




O Palhaço encontra o Desespero

O vampiro Neculai encontra um palhaço e arma um circo



— Tem certeza que ela está em casa Renato?
— Eu pedi para ela ficar em casa Julio. Fica tranquilo.Rebeca está na sala assistindo TV como sempre.
— Não gostei dessa ideia.
— Qual parte da ideia você não gostou Julio?
— De toda a parte Renato. Você dar um susto nela com essa roupa de palhaço? Cara! Ela é sua namorada. Como pode fazer isso com ela? Eu vou para casa.
— Olha aqui Julio! Você não vai cair fora agora entendeu? É só um susto cara. Você só tem que gravar a cara de susto dela e pronto! Depois a gente coloca na internet e ri muito. Só isso.
— Para que? Só para colocar no seu Vlog? Ficar famosinho?
— Isso! Famoso e conhecido e futuramente rico! Muita gente vai curtir.
— Vai perder sua namorada e você não se importa?
— Cala a boca Julio! Segura logo essa câmera enquanto coloco a máscara de palhaço. Ela vai levar um susto e tanto. Agora bate na porta Julio.
— Espera Roberto! Que barulho é esse?
— Pô! Meu celular! Porcaria! Está dentro da minha roupa de palhaço. Mas quem diabos ligaria para mim a essa hora?
— Vamos sair daqui da porta antes que ela escute. Atende logo esse celular Renato.
— Alô!?
— Alô! Me conta uma piada! Ha Ha Ha!
— Q-quem está falando?
— Eu sou Neculai! Se não contar uma piada em três minutos você morre!
— Cara vê se não me atrapalha eu estou filmando aqui!
— Mas você não tem mais câmera para gravar.
— Como não? Julio! Julio!
— Olha para cima.
— N-não Julio! O que você está fazendo em cima da árvore? Julio Fala comigo.
— Ele não pode falar. Está com uma câmera enfiada na garganta.
— Mas quem fez isso com ele?
— Eu fiz! Eu sai do celular, peguei seu amigo. Quebrei o pescoço dele. Enfiei a câmera na sua garganta e o levei para o alto da árvore. Fiz isso em poucos segundos.
— Não! Julio! Cara! Era só uma brincadeira! Eu não queria machucar ninguém!
— Se não contar uma piada para mim. Eu vou matá-lo lentamente.
— Não é justo! Eu só queria assustar...
Já se passaram dois minutos.
— Está Bem! Eu conto a piada.
— Antes de contar a piada. Sabe onde estou?
— Não. Não sei.
— Socorro Renato! O Neculai vai me matar!
— Rebeca! Calma Rebeca! Eu vou pedir ajuda. Não faça nada com ela. Por favor.
— Eu estou sentindo o cheio do desespero da sua namorada. Logo eu vou ficar com muita sede.
— Faço o que quiser. Por favor não faça nada.
— Socorro Renato.
— Não toque nela!
Enquanto ela grita. Você conta uma piada. Se eu achar engraçado. Não vou fazer nada com você.
— Está bem! Eu conto a piada.
— Seja rápido.
— Um garoto perguntou para o pai dele porque os palhaços tem os narizes vermelhos e o pai respondeu que era por causa da gripe que todos eles tinham. No dia seguinte o garoto colocou um nariz de palhaço e disse para o seu pai se ele podia faltar na escola pois estava com gripe. Haha. Entendeu. Nariz de palhaço! Haha.
— ...
— Alô? Neculai?
— Eu estou atrás de você.
— Não! Eu conto outra piada.
— Acabou seu tempo.
— O que você está fazendo? Argh... Argh!
— Quebrei suas pernas. As duas.
— Socorro! Não! Espera Não me arraste! Preciso de um médico.
— Foi a pior piada que já ouvi na minha vida!
— Não! Por favor! Não me deixe aqui no meio da rua!
— Agora vou colocar essa máscara de palhaço na sua cara.
— Socorro!
— Falta só um detalhe. Vou amarrar a suas mãos nessas facas. Assim vai dar um toque bem assustador.
— Socorro!
— Agora a melhor parte do show. Está vindo um caminhão.
— Não! Me ajude!
— Só para completar o show. Rebeca! Venha aqui!
— Sim meu querido Neculai!
— Rebeca? O que está fazendo?
— Cala a boca Renato. Você é patético.
— Não querida. Ele é um palhaço que não sabe contar piadas.
— Ah Neculai. Acabe logo com isso. Vamos lá para dentro. Temos uma noite inteira só para nós.
— Só um momento Rebeca. Quero tirar um selfie com o palhaço.
— Não. Não. Rebeca me ajude!
Morra Renato.
— Agora Sim Sorria palhaço.
— Não! Socorro!
— O caminhão! olha ele vindo com velocidade. Isso mesmo Renato. Levante as mãos. mostre as facas.
— Parem por favor. Socorro... Arghhh...
— Ha Ha Ha. Panqueca de Palhaço para viagem! Ha Ha Ha.
— Neculai. Querido Vamos para dentro.
— Tudo bem Rebeca. Vamos fazer o nosso próprio circo.
— Hum! Quero ser sua ajudante de palco.
— Eu sou um bom mágico.
— Tenho certeza que é. Posso beijá-lo?
— Eu permito.














sexta-feira, 14 de outubro de 2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Somos Vampiros: Entrevista Adriano Siqueira



Assistam a entrevista sobre vampiros

obrigado pessoal
 \o/



terça-feira, 11 de outubro de 2016

DE NOSFERATU À PROFECIA

Fonte: Revista Cine Mistério – nº 3 – 1977
Coleção: Adriano Siqueira

O Filme de horror parece ser, de todos os gêneros cinematográficos, o mais resistente. Um ano depois dos irmãos Lumière inventarem o cinema surgiu o primeiro filme desse tipo. E de lá para cá –  os diretores não desistiram de inventar formas (e fórmulas) novas de assustar e os espectadores não cansaram de se assustar. Ao contrário do que acontece na vida, o objetivo aqui é quanto mais susto melhor. Dráculas, Frankensteins, vampiros, exorcistas e encarnações do diabo são os donos do espetáculo.

O antepassado de todos esses monstros foi o gigante polar criado em 1912 pelo diretor francês George Meliès. O exemplo entusiasmou particularmente os alemães e nórdicos. Foi assim que se produziu uma verdadeira explosão de filmes de horror. Algumas dessas obras se tornaram clássicas no gênero, como M. O vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang e O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, que junto ao sucesso de crítica arrastaram verdadeiras multidões aos cinemas de todo o mundo.



Esse sucesso estrondoso só encontra explicação no fato de que o fantástico sempre foi um dos ópios da humanidade. Em todas as épocas o homem recorreu ao insólito como uma forma de se liberar das limitações da vida cotidiana. A literatura que se utiliza de temas sobrenaturais e fantásticos se estende desde os contos e poemas populares até as mais altas obras do espírito humano. O grande poeta alemão Goethe, por exemplo, explorou o tema do vampirismo em seu poema A Noiva de Corinto, no qual a moça sugava o sangue de seu noivo. Em 1818, a escritora inglesa Mary Shelley publicou a sua novela Frankenstein, onde surge o tema do sábio louco que constrói um monstro com órgãos e tecidos humanos transplantados. Mas o grande êxito do gênero seria o Drácula, de Bram Stoker, Depois dessa obra foram muitos os escritores que cultivaram o gênero. Entre eles figuram alguns dos maiores nomes da literatura universal, como Guy de Maupassant, Edgar Allan Poe e Lawrence Durrel. Mas foi com o advento do cinema que o horror encontrou o seu veículo ideal de expressão.



O Gabinete do Dr. Caligari, produção alemã de 1919 é considerado o primeiro clássico de horror. Conrad Veidt, um dos grandes atores da época, interpretava um terrível sonâmbulo. Pouco depois surgia Lon Chaney no papel de Quasímodo, em O Corcunda de Notre Dame. Ele Seria um dos grandes mestres do macabro.



A esta altura, Drácula e Frankestein já haviam iniciado a sua luta pela conquista das platéias. Mas foi aquele que teve a prioridade cronológica. Em 1922 surgiu o primeiro Drácula, no filme de F. W. Murnau, Nosferatu, o Vampiro. O primeiro Frankenstein, dirigido por James Whale só apareceria em 1931, relançando o grande ator Boris Karloff. É a velha história de Mary Shelley transporta e adaptada para o cinema. Um cientista que procura recriar a vida artificialmente e transplanta o cérebro de um criminoso para um fantoche de forma monstruosa. A nova criatura, repudiada pelos homens, se consola com a amizade de um cego e uma garotinha.



A esta altura, os norte-americanos já eram os senhores absolutos do gênero. A aceitação vertiginosa pelo publico de seus novos heróis coincidiu com uma grave crise econômica nos Estados Unidos. Os mortos-vivos, Drácula, Frankenstein e seus êmulos se tornaram um dos principais derivados para a necessidade de escapismo do povo americano. O Drácula, dirigido por Tod Browning e lançado em 1931, é até hoje considerado o melhor de toda a série. O Filme depende em grande parte do notável desempenho de Bela Lugosi, no papel de um vampiro.



Outro sucesso do gênero horror que até hoje entusiasma as plateias de todo o mundo é King Kong, história de um gorila que rapta a bela Ann, durante uma excursão numa ilha desconhecida. Depois de uma aventura que parece interminável através de uma selva povoada de incríveis animais antidiluvianos. Ann é libertada. O gorila é capturado e levado para Nova Iorque, preso em fortíssimas correntes. Uma tarde, porém, King Kong se liberta e sai pela cidade, semeando o pânico e a destruição em toda parte, na busca desesperada de Ann.



A Guerra dos Mundos, filmado na década de 50, atesta o crescente interesse do homem pelo espaço interplanetário, cujas portas começavam a ser abertas. Baseado no romance homônimo do escritor inglês H. G. Wells a história encontrou no cinema um maravilhoso meio de expressão. Os marcianos chegam à Terra e começam a sua invasão pela Califórnia. Los Angeles é destruída e só um milagre salva os principais protagonistas. Filmada em pleno período de guerra fria, a obra foi interpretada como uma alegoria da possível invasão dos Estados Unidos pelos soviéticos. Os efeitos especiais da invasão marciana são magistrais.



Os Filmes de horror das décadas de 50 e 60 utilizam de preferência monstros que ameaçam a sociedade de destruição. Em Godzilla, filme japonês dirigido por Inoshiro Honda, a cidade de Tóquio é ameaçada de destruição pelo Godzilla, Um monstro produzido devido às radiações atômicas. O Planeta Proibido, cuja história decorre no ano de 2200 um monstro misterioso destrói os membros de uma expedição científica. Em O Vale de Gwangi alguns cowboys, em pleno faroeste, descobrem e capturam um monstro. As conseqüências sãos as mais terríveis.



Na década de 70, o homem parece ter se cansado dos monstros. Os grandes motivos para causar horror são os que ameaçam a sua mente e não mais os que atentam contra o seu corpo. O Exorcista, com seus diabos e seus exorcismos, arrepiou (e continua arrepiando) plateias de todo o mundo. Agora, no mesmo estilo, A Profecia vem obtendo o mesmo sucesso.


Diante de tudo isso, uma pergunta fica no ar: isso não será conseqüência do pavor cada vez maior que o homem sente diante da possibilidade de alguém intervir e dominar a sua mente? Experiências neste sentido vêm sendo feitas em várias partes do mundo, através de drogas, mensagens subliminares etc. Não há intervenção do diabo.


Mas, sem dúvida alguma, é um plano muito mais diabólico do que o Capeta poderia pensar.

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